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    Carrego o peso da coroa sem abaixar a cabeça
    Se o mundo fecha portas, eu abro na marreta
    Já fui visto como nada, hoje sou referência
    Com sangue nos olhos e alma em resistência

    Cada verso é cicatriz, cada beat é testemunha
    De quem fez do chão sua base mais profunda
    Não vim pra agradar, vim pra incomodar
    Minha verdade incomoda quem só sabe julgar

    Me jogaram na lama achando que era meu fim
    Mas flor nasce do barro, e eu sou o jardim
    Fiz da dor o meu trampolim
    E agora ninguém freia o meu sim

    O peso da coroa não é pra qualquer um
    Mas eu nasci pronto, fui forjado no comum
    Com os pés no gueto e a mente no céu
    Tô escrevendo a história com tinta de fé e papel

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    Peso da coroa, orgulho da raiz
    Sou o grito que resiste, o povo que diz
    Nós também podemos, nós também vencemos!
    E se o mundo não ouve, nós mesmo escrevemos

    Hoje eu sou voz pros que nunca tiveram
    Luz pros que sonham e ainda esperam
    Minha caneta é faca na ferida
    Mas também é cura pra alma sofrida

    Não sou só rima, sou movimento
    Cada linha é puro enfrentamento
    Tô subindo degrau por degrau
    Com humildade no peito e moral sem igual

    Diziam: Isso não é pra você
    Mas eu fiz questão de responder
    Se o mundo não me der espaço
    Eu crio um palco com os meus passos

    O peso da coroa não é pra qualquer um
    Mas eu nasci pronto, fui forjado no comum
    Com os pés no gueto e a mente no céu
    Tô escrevendo a história com tinta de fé e papel

    Peso da coroa, orgulho da raiz
    Sou o grito que resiste, o povo que diz
    Nós também podemos, nós também vencemos!
    E se o mundo não ouve, nós mesmo escrevemos

    Información de la canción

    Composición: Antonio Ranier Amarilha

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