Pressentimentos

António Vasco Moraes

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    Pressinto que há no meu peito
    Um amor tão magoado
    Que ás vezes, quando me deito
    O fado sente o direito
    De se deitar a meu lado

    Pressinto uma madrugada
    Se dos teus olhos me acudo
    E a minha alma cansada
    Parece não dizer nada
    Mas em silêncio diz tudo

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    Pressinto que sopra o vento
    Na tua alma, á noitinha
    E é nesse pressentimento
    Que sem saber, eu invento
    Uma dor maior que a minha

    Tenho o fado por instinto
    E a dor por condição
    Por isso, não sei se minto
    Quando digo que pressinto
    O teu, no meu coração

    Mas dia a dia vou indo
    Sozinha, de rua em rua
    E enquanto vou pressentindo
    A saudade vai unindo
    A minha tristeza a tua

    Información de la canción

    Composición: Pedro Rodrígues y Tiago Torres da Silva

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