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    Dizem que o mate afoga
    As mágoas do coração;
    Mate sobre mate tomo,
    As mágoas boiando vão.

    Eu venho lá de longe,
    Noite velha adiantada;
    Dá-me um mate-chimarrão,
    Minha boa misturada.

    Senhora dona da casa,
    Eu sou muito pedichão;
    Mande me dar de beber,
    Mas que seja um chimarrão.

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    Senhora dona da casa,
    Dê-me um chimarrão
    Com quatro pedras de açúcar,
    E queijo e bastate pão.

    Do meu canto eu estou vendo
    Quantos mates vais chupando;
    Quando me chegar a cuia,
    Os pauzinhos 'stão nadando.

    Eu não quero tomar mate,
    Quando os ricos 'stão tomando;
    Quando chega a vez dos pobres,
    Os pauzinhos 'stão nadando...

    Quem quiser que eu cante bem
    Dê-me um mate de congonha,
    Para limpar este peito,
    Que está cheio de vergonha.

    Información de la canción

    Composición: Apparicio Silva Rillo

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