A Odisseia

Ária Brasil

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    De Troia em chamas, o herói se afasta
    Ulisses, o Astuto, o Demolidor de Muros
    Dez anos de guerra, a alma já gasta
    O coração velejando a portos mais puros
    Mas a Ira de Poseidon se ergueu nos mares
    Pois Ciclopes com olhos furados clamaram vingança
    Ventos do destino, de infernos e azares
    Roubando do herói sua última esperança

    É a Odisseia! O mar, um tempo grego que reluz
    A luta de um homem contra o poder dos céus
    Vinte anos de ausência, sem farol ou luz
    A casa vazia, nas mãos dos réus
    Ítaca espera! Penélope e Telêmaco sonham
    Enquanto o Barco-Fantasma nas ondas avança
    As Ninfas o prendem, as Fúrias o zombam
    Mas ele é a Mente, a astúcia, a lança!

    Os Comedores de Lótus roubaram a memória
    Circe, a Feiticeira, transformou seus irmãos
    Desceu à Mansão Sombria, a Terra sem glória
    Conversou com os Mortos, pediu-lhes as mãos
    Resistiu ao Canto das Sereias, som fatal
    Amarrado ao mastro, à dor e ao tormento
    Entre Cila e Caribdis, no caos bestial
    Perdeu seus amigos, perdeu o sustento

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    É a Odisseia! O mar, um tempo grego que reluz
    A luta de um homem contra o poder dos céus
    Vinte anos de ausência, sem farol ou luz
    A casa vazia, nas mãos dos réus
    Ítaca espera! Penélope e Telêmaco sonham
    Enquanto o Barco-Fantasma nas ondas avança
    As Ninfas o prendem, as Fúrias o zombam
    Mas ele é a Mente, a astúcia, a lança!

    Em Ogígia, Calipso o reteve por anos
    Prometendo imortalidade, vida sem dor
    Mas o fogo da Pátria desfez seus enganos
    O herói pediu ajuda, clamando aos céus
    Chegou em Esqueria, nu, quebrado, em andrajos
    Os Feácios o acolhem, povo amigo e leal
    No último barco, entre brumas e atalhos
    Voltou para Ítaca, seu destino final

    Como mendigo, entrou na sua própria casa
    Reconhecido apenas pelo cão, Argos
    Os Proscritos o caçoam, a honra se arrasa
    Ocupando a mesa, cercando os largos paços
    A Paciência de Ulisses, a última arma
    Até o momento de a flecha cantar
    O arco bendito, a justiça que desarma
    O massacre começa, a noite a pagar

    É a Odisseia! O mar, um tempo grego que reluz
    A luta de um homem contra o poder dos céus
    Vinte anos de ausência, sem farol ou luz
    A casa vazia, nas mãos dos réus
    Ítaca espera! Penélope e Telêmaco sonham
    Enquanto o Barco-Fantasma nas ondas avança
    As Ninfas o prendem, as Fúrias o zombam
    Mas ele é a Mente, a astúcia, a lança!

    Información de la canción

    Composición: Jonas H Tardioli

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