O Canto Das Cinzas - Holocausto

Ária Brasil

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    Não há mais nome, só um número frio e cruel
    Tatuado na pele, a alma em farrapos, nua
    Falta humanidade, é vazia sem o brilho da luz
    Deixados na plataforma, sob a fumaça crua

    O trilho de ferro que trouxe a esperança
    Devolveu apenas o medo e a fome
    O último abraço, o fim da lembrança
    Ninguém mais atende ao nosso nome

    O cheiro de morte pairava no ar
    Sob o portão de ferro: Arbeit Macht Frei

    Oh, o silêncio que a neve cobriu
    Seis milhões de vozes que o mundo calou
    Uma estrela amarela que ninguém mais viu
    Na fornalha acesa que a vida roubou

    Crianças sem brinquedos, olhos de cristal
    Que viram a face mais fria do mal
    Ich bin allein
    Pó sobre a terra, cinzas sobre o chão

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    No barracão cinza, a madeira geme
    O frio da Polônia penetra os ossos
    O pão é um sonho, o medo é um emblema
    A cada amanhecer, restam poucos dos nossos

    O som da bota no chão de cascalho
    A voz de comando que rasga o amanhecer
    O trabalho exaustivo, frio sem agasalho
    A dignidade humana a desfalecer

    A esperança é pequena, mas teima em brilhar
    Numa prece sussurrada que o vento há de levar

    E quando a fumaça cessou de subir
    E a porta se abriu para a luz da razão
    O mundo viu o que nunca quis ouvir
    A prova final da nossa imperfeição

    O que resta são sapatos, óculos, cabelos
    Testemunhos mudos de um crime sem par
    Não é uma história, não, são pesadelos
    É uma ferida aberta que dói ao lembrar

    Oh, o silêncio que a neve cobriu
    Seis milhões de vozes que o mundo calou
    Uma estrela amarela que ninguém mais viu
    Na fornalha acesa que a vida roubou

    Crianças sem brinquedos, olhos de cristal
    Que viram a face mais fria do mal
    O destino cruel se tornou o normal
    Pó sobre a terra, cinzas sobre o chão

    Nunca mais! É o grito que insiste
    Gravado no mármore, gravado na dor
    Para que a história de cinzas resista
    E não se repita o ódio e o terror

    Que a chama da vela jamais se apague
    Pelas almas que o holocausto levou
    E que o mundo, lembrando, jamais divague
    Sobre a dor de quem ali expiou

    Información de la canción

    Composición: Jonas H Tardioli

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