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    Na tevê da sala
    O congresso fala
    Em polidez
    Em polidez nas acusações
    No olho da rua
    A minha alma nua
    Sofre a estupidez
    A estupidez das escoriações

    Uma nação vadia
    Ensaia o mimo a fantasia
    De sua auto-retratação
    Mas o retratista posto da calçada
    Registra a barra pesada
    De uma cidade sem lei

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    Nas delegacias, confrarias várias
    Sempre refratárias às regras em busca de exceção
    Confabulam entre si histórias,
    Verdadeiras fábulas
    Tão fabulosas são
    Escabrosas quão
    Tenebrosas tão...

    E o povo pelas filas
    Feito amarra-cachorro
    Desmonta e monta o circo sem consolo
    Bebendo o vinho da ilusão
    Olhando assim de perto
    Pra esse país dar certo
    Carece que o esperto
    Ame ao fraco, seu irmão

    Mas o cinegrafista
    À linha do horizonte
    Avista o desmonte do monte belo da ilusão
    De modo que a esperança
    Espera e não alcança
    Nessa dança
    Qualquer reparação
    De modo que a esperança
    Desespera e não alcança
    Nessa dança
    Qualquer retratação!

    Información de la canción

    Composición: Arnaldo Luis Miranda

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