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    No ano três mil talvez as cidades
    Aprendam de novo a escutar o vento
    E as avenidas, cansadas de fumaça
    Deixem crescer jardins no cimento

    Talvez os homens já saibam
    Que nenhuma máquina substitui ternura
    E que todo planeta habitável
    Estimule a delicadeza de maior alvura

    Ano três mil, aurora de vidro
    Pairando azul sobre a escuridão
    E a humanidade enfim desperta
    Do longo inverno da ilusão

    Ano três mil, aurora de vidro
    Pairando azul sobre a escuridão
    E a humanidade enfim desperta
    Do longo inverno da solidão

    Continúa después del anuncio

    Haverá crianças olhando Saturno
    Feito quem contempla um quintal vizinho
    E velhos telescópios esquecidos
    Dormirão em museus de alumínio

    Talvez ninguém mais precise gritar
    Para provar existência ou razão
    Porque a inteligência terá descoberto
    O antigo valor da contemplação

    Ano três mil, aurora de vidro
    Pairando azul sobre a escuridão
    E a humanidade enfim desperta
    Do longo inverno da ilusão

    No ano três mil talvez a humanidade
    Finalmente compreenda devagar
    Que sobreviver nunca foi bastante
    E que viver era aprender a se maravilhar

    Ano três mil, aurora de vidro
    Pairando azul sobre a escuridão
    E a humanidade enfim desperta
    Do longo inverno da solidão

    Información de la canción

    Composición: Marcelo Ribeiro Dantas

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