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    No templo sagrado de mármore e luz
    O desejo sombrio de um Deus se conduz
    A virgem reza sob o olhar de Atena
    Sem saber que o destino prepara sua cena

    O grito termina na fria opressão
    A pureza perdida vira danação
    A deusa castiga quem foi violada
    Transformando a beleza em face odiada

    Olhe nos olhos do medo profundo
    Onde o silêncio petrifica o mundo!
    Cabelos que sibilam, o sangue que esfria
    Ela é o monstro nascido de sua agonia!

    Sou o brilho que cega e a maldição que resta
    Com serpentes em prece, e coroa de festa
    Olha em meus olhos, me faz tua morada
    Quem me vê inteira, se torna estátua na estrada

    Sou o brilho que cega e a maldição que resta
    Com serpentes em prece, e coroa de festa
    Olha em meus olhos, me faz tua morada
    Quem me vê inteira, se torna estátua na estrada

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    Os fios de ouro agora são serpentes
    Que mostram as presas e os dentes ausentes
    A pele descama em um tom de agonia
    Morrendo a mulher, nasce a anomalia

    Nas cavernas de sombra onde o Sol não alcança
    Enterrou o que restou da sua esperança
    Estátuas de homens adornam o chão
    Monumentos eternos de sua solidão

    Não ouse fitar este rosto maldito
    Ou ficará preso em um mármore aflito
    O bater do seu peito se torna granito
    Ecoando no escuro o seu último grito

    Sou o brilho que cega e a maldição que resta
    Com serpentes em prece, e coroa de festa
    Olha em meus olhos, me faz tua morada
    Quem me vê inteira, se torna estátua na estrada

    Perseu se aproxima com o escudo espelhado
    Trazendo o metal por deuses forjado
    Ele não vê a Medusa, apenas um brilho
    Pronto para o golpe, traçando o fio

    A lâmina corta, o sangue transborda
    A morte é a única voz que concorda
    Sua cabeça cortada ainda condena
    O reflexo final de uma vida obscena

    Sou o brilho que cega e a maldição que resta
    Com serpentes em prece, e coroa de festa
    Olha em meus olhos, me faz tua morada
    Quem me vê inteira, se torna estátua na estrada

    Sou o brilho que cega e a maldição que resta
    Com serpentes em prece, e coroa de festa
    Olha em meus olhos, me faz tua morada
    Quem me vê inteira, se torna estátua na estrada

    Información de la canción

    Composición: Marcelo Ribeiro Dantas

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