Cowboy da Estrada de Terra

AtalhoS

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    Sete horas da manhã
    Lá fora o dia amanheceu
    No sofá da sala, o papo é bom
    Em cima da mesa um cabernet
    E outras três garrafas já vazias
    Fermentando as ideias
    Põe a blusa, faz frio, vai viajar
    Vai lá pra estrada de terra

    Pra caçar cogumelo no mato
    Pra correr dentro do pasto
    Andar no meio da linha do trem
    Levantar o chapéu e bancar o cowboy
    Mas na segunda-feira vai trabalhar
    Bota o terno e pega o trem
    Embaixo da terra bem de manhã
    Vai praguejando em silêncio

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    Mata uns três ou quatro só com o olhar
    Explode o vagão no pensamento
    Chega no escritório, toma um café
    E senta no computador
    Abre a tela, é um pornô
    Outra corrente de e-mail deprimente
    Olha no relógio, vai demorar
    Corre pro banheiro e aspira o pó

    E a faxineira lhe acha estranho
    Abre a camisa, tira a gravata
    Coloca o chapéu e sai cantando
    Encara todo mundo feito um cowboy
    Ninguém vai lhe dizer o que fazer
    Ali não é seu lugar
    E fica assim, pensando na estrada de terra
    Até as cinco horas
    E vai pra casa, sem seu chapéu
    Feito um sujeito comum

    Información de la canción

    Composición: Gabriel Soares

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