Estreito

AzoRap

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    Mais um dia prostrado à beira do caminho
    À espera que lhe deem um pouco de óleo e vinho
    Ferido e com fome espera o bom samaritano
    Mas ao longe ele só vê fariseus o julgando

    Esconderam a candeia debaixo da cama
    Encontraram sal nas solas das suas botas
    A fome não passa ouvindo nossas canções
    A sede não vai cessar apenas ouvindo orações

    Abra a porta e deixe que a indiferença se vá
    Leve o comodismo pra longe do seu sofá
    Abra a janela pra que possa ouvir sua voz
    Destranque a fechadura do que o separa do nós

    Entre o discurso e a prática, intransponível abismo
    O que faço fala mais alto do que o que digo
    Hipocrisia, mentira, medo, constituem o ser
    No solo árido, em si, veja esperança florescer

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    Onde está o amor que fez de nós irmãos?
    A fé que move montanhas pode mover nossas mãos?
    Pó é o que somos, e ao pó o pó retorna
    Viva onde o pó pedra preciosa se torna

    Negue-se, abra mão
    Estreito é o caminho da cruz
    Ame mais, estenda a mão
    Trilhe o caminho do perdão

    No mundo tudo passa se destrói com o tempo
    No caminho apegue-se ao que tem valor eterno
    Caminho estreito onde no fim nada se pode levar
    Onde o que se leva é o que se conquista na alma

    Infeliz o que vive a mentira das riquezas
    A verdade não tinha onde reclinar a cabeça
    Sua obediência ao Pai mudou o mundo
    Entre escribas e leprosos a rua era seu púlpito

    Fuja do conhecimento que só gera inchaço
    Livre-se da liberdade que escraviza o fraco
    Não é tarde para entender que amar é necessário
    Ouça o brado do Amor que ecoa do Calvário

    Información de la canción

    Composición: Azorap

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