A História do Tico Louco

Baitaca

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    Agora sim, vou contar para vocês
    A História de um rapaz
    Que me incomodava
    Uma conta por demais
    Mas vejam só o apelido, do animado
    O famoso Tico Louco
    Vou contar em versos pra vocês
    Gauchada amiga

    Conheci um tipo apelidado de Tico
    Gostava de metê o bico em baile, festa e carreira
    Torto, careca, tipo grosso e tabacudo
    Fedorento e cabeçudo e tudo levado à casqueira

    Analfabeto, malvestido e sem valor
    Metido a conquistador, apaixonado por fandango
    Tomava um trago e depois que se embriagava
    Pagava a entrada e entrava e já seguia escuiambando

    Te acalma, Tico! Por favor, te ajeita, Tico!
    Que a mulherada prometem te dar um fim
    Tipo tarado, enxerga a mulher já se avança
    Vai pedir pro segurança agarrar o Tico pra mim

    Te acalma, Tico! Por favor, te ajeita, Tico!
    Ache uma prenda que te tape de carinho
    Tu reconheça que tem que criar respeito
    Se continuar desse jeito, tu vai acabá sozinho

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    O Tico véio é desses criado em bombacha
    Bebe um pouco e se emborracha e começa a fazê folia
    Até nos quarto, Tico vem e Tico vai
    E naquele entra e sai incomoda até clarear o dia

    Num canto escuro que o segurança não viu
    O bagaceira cuspiu nas perna de uma senhora
    Pois só Deus sabe a vergonha que eu passei
    Embrabeci e me invoquei e tirei o Tico pra fora

    Te acalma, Tico! Por favor te ajeita, Tico!
    Vê se me entende por incrível que pareça
    Vi uma mulher gritá no meio do povo
    Que se tu entrá de novo, te dá um táio na cabeça

    Te acalma, Tico! Por favor, te ajeita, Tico!
    Ache uma prenda que te tape de carinho
    Tu reconheça que tem que criar respeito
    Se continuar desse jeito, tu vai acabá sozinho]

    Lá pelas tanta o Tico se revoltou
    Embrabeceu e levantou tipo lacaio e fiasqueiro
    Chamou o porteiro de beiçudo e boca-torta
    Escarrou grosso na porta
    Já louco pra entrá pra dentro

    Disse o porteiro, índio de muita coragem
    Já falei com a patronagem, aqui tu não vorta mais!
    Se revoltaram, fizeram-lhe um tempo quente
    Cuidavam o Tico na frente e o Tico entrava por trás

    Te acalma, Tico, por favor, te ajeita, Tico
    Garra capricho, e não me volta mais pra sala
    Que eu já rezei pedindo perdão pra Cristo
    Porque eu nunca tinha visto um tipo da tua iguala

    Te acalma, Tico! Por favor, te ajeita, Tico!
    Ache uma prenda que dê tapa e dê carinho
    Tu reconheça que tem que criar respeito
    Se continuar desse jeito, tu vai acabá sozinho

    Bom, total
    Eu já te aconseiei que chega
    Tu não vai garrá jeito mesmo!
    Por mim que morra sorteiro esse fedorento!

    Song details

    Composition: Baitaca

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