Rei da Grossura

Baitaca

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    Tem gente que me criticam, me chamam rei da grossura
    Por me verem de bombacha e guaiaca na cintura
    E esse traje camponês é um sinal de fartura
    Todo o índio da campanha é uma boa criatura
    Não ligo pra disque-disque, que eu prefiro tomá uísque
    E arrotar cachaça pura

    Só mesmo um ignorante, faz farra de um índio grosso
    Meu maior prazer que eu tenho é ata o lenço no pescoço
    Com as ponta esparramada, que tape goela e caroço
    Pra livra das carniceira em dia de alvoroço
    Pala solto sobre os ombro e eu não me assusto de assombro
    Nessas carpetas de osso

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    Conheço a luta pesada, eu já fui peão de fazenda
    Por isso não admito que um cola-fina me ofenda
    Já recebi elogio, dos lábios de linda prenda
    Só não me casei ainda, por ser pouca minha renda
    Com esses versos espero lucro, procuro a fazer bem xucro
    Que qualquer um vivente entenda

    E no dia em que morrer este gaudério dos pampa
    Lá no alto da coxilha ali que eu quero a minha campa
    Na cruz a fotografia indentificando a estampa
    Pra visitar esse xirú, tem que subir uma rampa
    E aqui jaz um trovador, não precisa levar flor
    Leve cachaça na guampa

    Información de la canción

    Composición: Francisco Vargas

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