Sangue do Paraguai

Baleia

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    De longe, seu nome cativa e cega;
    é puro
    O tempo revela um furo

    O peso do fardo
    Corte cicatrizado
    Contradição opaca
    Vítima de uma faca esterilizada
    Surra de mãos lavadas
    Sangue do Paraguai
    Arde
    Sopra a lesão covarde
    Xinga e transfere a culpa
    Foge do enxame e exume o que sepulta
    Num linguajar que insulta
    Dentro da nossa norma culta

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    Embaixo ecoa a imensa voz do cume
    De perto é só um frágil sussurro

    Fardo
    Corte cicatrizado
    Contradição opaca
    Vítima de uma faca esterilizada
    Surra de mãos lavadas
    Sangue do Paraguai

    Arde
    Sopra a lesão covarde
    Xinga e transfere a culpa
    Foge do enxame e exume o que sepulta
    Num linguajar que insulta
    Dentro da nossa norma culta

    Song details

    Composition: Felipe Ventura

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