Farpa / Samba de Classe

Banda NÃ

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    A gente precisa fazer um samba contemporâneo
    Então tem que falar de depressão, esquizofrenia, medo
    Medo de gente
    Medo de solidão
    Medo da chuva (não, não, sobre esse aí já fizeram música)
    Medo da polícia
    Ah, essa sim eu tenho medo, violenta, corrupta
    A gente podia fazer um refrão assim
    Eu tenho medo da polícia, eu tenho medo da polícia
    Mas se for pra falar da polícia
    Vai ter que falar da luta de classes
    Beleza, simbora então
    Quem disse que a luta de classes
    É um papo retrógrado, antigo, datado
    Tá mal informado
    Preste atenção na avenida paulista
    O carro ao seu lado com vidro blindado
    Que medo da vida
    Ou medo da morte querida não sei
    Tem gente que acha que pode mudar a sociedade
    Sem perder o status privilegiado
    Talvez eu conheça esse tipo de gente
    Soberbo, mimado
    Talvez inocente
    Que medo da rua
    Ou medo de pobre, querido vê bem

    Quem disse que o samba morreu
    Enjoou, se vendeu, se despolitizou
    Já não sabe de nada
    O samba é cultura com aspas, eu sei
    O samba, coitado, também é refém
    Mas sem medo da mídia
    Em terra de bamba quem samba é rei

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    No Brasil todo mundo é sambista
    Exceto quem não é

    Song details

    Composition: Renato Ribeiro and Michel de Moura

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