O Que Sobrou de Nós

Banda Ondúria

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    No azulejo do silêncio, ajoelho o que me sufoca
    E deixo o corpo ceder até virar lágrima

    A rotina mente dia e noite
    Até seu nome me soprar por dentro
    Me invadem os papos de madrugada
    Teus gemidos arranham as paredes caladas
    A varanda ainda ouve o seu riso solto
    O chão entrega os segredos um do outro

    Calei quando era hora de falar
    Tremi por dentro e deixei desabar

    O tempo me trai com sua lembrança
    Acendo as luzes da casa que só vive em mim
    A sala vazia me encara em silêncio
    E o que sobrou de nós é um eco sem fim

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    Me recolhi no escuro pra colar os cacos
    Você me deu a mão já com os olhos rasos
    Jurei que amar era saber se ausentar
    E deixei seu cuidado sem ter onde morar
    Hoje, no espelho, um sorriso tento ensaiar
    Será que eu estraguei o seu lugar de ficar?

    Não é que eu queira refazer os passos
    É que esse vazio ainda me pesa no ar

    O tempo me trai com sua lembrança
    Acendo as luzes da casa que só vive em mim
    A sala vazia me encara em silêncio
    E o que sobrou de nós é um eco sem fim

    Você ali quebrada me estendendo os braços
    Braços finos de quem saboreia tanta ausência
    Ausência que cresceu em nós como um muro
    Muro que construí com puro medo e covardia
    Covardia de jogar fora em vez de consertar
    Consertar tudo exigia amor em carne viva
    Viva como a sua fé em nós, mesmo na queda
    Queda que sofri calado e matei a última chance, sem saber

    O tempo me trai com sua lembrança
    Acendo as luzes da casa que só vive em mim
    A sala vazia me encara em silêncio
    E o que sobrou de nós é um eco sem fim

    O tempo me trai com sua lembrança
    Acendo as luzes da casa que só vive em mim
    A sala vazia me encara em silêncio
    E o que sobrou de nós, insiste em existir

    Song details

    Composition: Victor Rossi Gomes

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