Amoreira

Bel Bandeira

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    Eu sou poeta
    Liberado ma non troppo
    Se puder tiro da reta
    Se não der eu viro o copo
    Eu sou malandro
    Mas conheço meus limites
    Só mergulho de escafandro
    Não me mudo sem habite-se

    Sou da virada
    Boto lenha na fogueira
    Bato por pouco ou por nada
    Me mando sem dar bandeira

    Não sou romeiro
    Mas aposto em minha prece
    Com pandeiro e tamborim
    Quem me ouve jamais esquece

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    Feito foguete vou em busca do futuro
    Dando cacete em puxa-saco e dedo-duro
    Personagens desse naipe
    Eu já conheço até no escuro

    Posso não ter
    A verve épica de Homero
    Tampouco o élan
    Italiano de Virgílio
    Mas vim ao mundo
    Pra buscar tudo o que quero
    Visto que nada
    Veio a mim de pai pra filho

    Eu dei por isso
    Já nos tempos de pivete
    No tempo em que o breque
    Incorporou-se à minha ginga
    Tempo em que a faca
    Preferiu ser canivete
    Éra em que a fonte
    Decidiu virar moringa

    E ta quase na hora da próxima pinga!
    E um abraço para quem me aplaude
    E uma vaia para quem me xinga!

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