Lamento de Caboclo
Belmonte e Amaraí
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- A#m
- C#4
- D#m
- F
- F#
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Tono:
C# Por um trilho estreito, entreF A#m samambaia, de chapéu de palha, euD#m ia pra minaG# Enchia o corote, com a canequinha de água fresquinha, limpa eC# cristalinaC# Depois me sentava no barranco aoF A#m lado e entusiasmado eu ficavaD#m olhandoF# C# A queda da água rodando moinho eG# C# no ribeirãozinho o monjolo malhandoF# C# À tarde eu deixava o monjoloG# parado, e o arroz socado eu levavaC# pra jantaF# C# Corria na venda, compravaG# C# envelope, voltava a galope no cavalo pampaContinúa después del anuncioF Tomava um traguinho, jantavaA#m G# F# bastante, achava importanteC# escrever pros parenteF# C# Contando que a roça estavaA G# C# limpinha e que ninguém tinha ficado doenteC# Mas minha pobreza foiF A#m contaminando aos pouco tirandoD#m esta felicidadeG# Embora a roça fosse um berçoC# sagrado me vi obrigado a mudar pra cidadeC# F Passei a comer só arroz deA#m pacote, troquei o corote por filtroD#m esmaltadoF# Nem carta escrevo, pois vivoC# G# sozinho, só vejo moinho noC# supermercadoF# C# Se vejo monjolo é movido aG# C# motores, só em casa de flores, vejo samambaiaF# Mas fico orgulhoso por verC# G# margaridas limpando avenidas deC# chapéu de palhaF A grande saudade, que tenhoA#m G# F# guardada, será revelada se um diaC# eu voltarF# C# Então pedirei perdão ao presenteA G# C# pra eternamente na roça eu ficar