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    Perdeu a inspiração cada jogral
    O breu turvou o prisma do cristal
    Pra mim foi um sinal

    Pra trás rodou a pá do carrossel
    Um giz carmim furou a luz do céu
    O mal tirou seu véu

    No ar um som maligno
    Zuniu em cada signo
    Surgiu um grande eclipse
    No pó do apocalipse

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    O Sol emudeceu o rouxinol
    Fez, ao revés, girar o girassol
    Queimando o seu farol

    O chão da terra foi ficando hostil
    Se via a paz de cada olhar civil
    Na ponta de um fuzil

    E a flor do mal, que é indigna
    Mostrou a sua insígnia
    Mas gira a sua elipse
    Até que o mal recicle-se

    Porque toda manhã
    Vem sempre alguém da Cruz do Sul
    Deixar o breu de novo azul

    Song details

    Composition: Paulo Cesar Pinheiro and Bernardo Diniz

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