Febre

Bordô

    Continúa después del anuncio

    Sorte é coisa pouca quando é pra ganhar
    E o lançar de dados tem a pretensão
    De um novo motivo ou um outro bar
    Ou um novo vício de imaginação

    Febre delirante que me faz andar
    Alto e sem controle nesse quarteirão
    Fuga, garantia e falta de ar
    Rota escolhida pela lentidão

    Continúa después del anuncio

    Tantas madrugadas e a mesma roupa
    Mais de vinte amores em uma canção
    Atendo o telefone com a voz mais rouca
    Frio na cidade em pleno verão
    Digo, de verdade: É frio, não é saudade
    Sinto de verdade... É proibido, mas é vontade

    Dos tantos pecados eu cometi todos
    Passo minhas noites a pedir perdão
    Abro a garrafa e bebo mais um pouco
    Tomo mais um copo de dessa maldição
    Goles que atiçam minha cabeça louca
    Votos que me ferem por tentar guardar
    Vozes que me seguem pela rua toda
    Dizem o que quero te compartilhar

    Me despeço mas não tiro a mão do bolso
    Canto mascarado aqui jogado ao chão
    Sento do seu lado, nesse calabouço
    Frases recortadas e sem tradução
    Digo de verdade... É frio, não é saudade
    Sinto de verdade... É proibido, mas é vontade

    Información de la canción

    Composición: Rafael Lourenço y Mario Tito

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