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    Esculpiram meu nome na lápide
    Me enterraram no chão
    Cada camada de terra pesava como um fim
    Não estou mais aqui, ninguém vai procurar
    A parte que eu enterro nunca mais vai despertar

    Coloquei no caixão tudo o que insistia em doer
    As palavras que calei, o que deixei de entender
    Meu reflexo quebrado repousa sem perdão
    Fecho a tampa de madeira com a própria mão

    Não tem vela acesa, nem alguém pra lamentar
    Só o som do meu passado pedindo pra ficar
    Mas eu não volto, não volto
    Não volto lá

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    Na cripta onde deixo o que fui
    Não há volta, nem luz
    Só a vontade de que tenho em renascer
    Eu me escondo do mundo e de você
    Se um dia abrirem o chão e me chamarem
    Não vou responder

    O frio me abraça como se fosse familiar
    E o jeito que estou, não da nem pra me reconhecer
    A versão que se perdeu não vai me acompanhar
    Eu sumo de um jeito que nem dá pra perceber

    Não tem vela acesa, nem alguém pra lamentar
    Só o som do meu passado pedindo pra ficar
    Mas eu não volto, não volto
    Não volto lá

    Na cripta onde deixo o que fui
    Não há volta, nem luz
    Só a vontade de que tenho em renascer
    Eu me escondo do mundo e de você
    Se um dia abrirem o chão e me chamarem
    Não vou responder

    E o silêncio fecha tudo

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