Vingadora

Branquinha

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    Eles zombavam de mim, no meio de todos
    Apontavam o dedo, me queriam no vazio
    Cada palavra era um peso no peito
    Aprendi cedo que o silêncio cobra seu preço

    Me chamaram de fraca, de erro, de nada
    Construíram meu medo em piadas mal dadas
    Mas toda ferida aprende a falar
    E o que sangra um dia aprende a atacar

    Vocês nunca viram o que eu virei
    Enquanto achavam que eu me escondia
    A chama cresceu no que eu calei
    E agora queima o que me feria

    Eu sou a vingadora
    Do ódio que virou vingança
    Do amor que ninguém me dava
    Da dor que me fez aprendiz

    Eu sou a vingadora
    Não peço perdão pelo que sou
    O monstro que vocês criaram
    Aprendeu a ser quem mandou

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    Vocês me viram desabar, mas não viram levantar
    Cada caída era treino pra não mais implorar
    Transformei o medo em vingança
    E a humilhação em postura

    Agora olham torto, fingem não lembrar
    Mas eu lembro de tudo, não vou apagar
    Não preciso gritar, não preciso ferir
    Minha presença já faz vocês fugir

    O jogo virou sem aviso algum
    Eu não preciso da aprovação de ninguém
    Vocês me ensinaram a ser comum
    Mas eu escolhi ser além

    Eu sou a vingadora
    Do ódio que virou vingança
    Do amor que ninguém me dava
    Da dor que me fez aprendiz

    Eu sou a vingadora
    Não peço perdão pelo que sou
    O monstro que vocês criaram
    Aprendeu a ser quem mandou

    Não é ódio, é memória
    Não é raiva, é justiça
    Cada parte de mim carrega
    O fim da antiga submissão

    Eu sou a vingadora
    E não preciso te tocar
    Minha vitória é seguir viva
    Enquanto você tenta explicar

    Eu sou a vingadora
    Do que tentaram quebrar
    Sobrevivi ao inferno
    Agora é minha vez de reinar

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