Chão Chão Terra Terra

BRAZA

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    Amor não tem sinônimo
    Alma não tem gênero
    Poder não é virtude
    E a vida é sopro efêmero
    Chão, chão. Terra, terra
    O ser humano erra

    Chão, chão. Terra, terra
    O ser humano erra
    Macaco semideus, que ama os seus
    E faz a guerra
    No vagão lotado, o artista improvisa
    Telas planas te vendendo o que você não precisa
    No vagão lotado, angústia não tem cor
    É rosto cansado, esperança e camelô
    Uns querem viver, batalhar e crescer
    Outros tem prazer em ver neguinho perder
    Pensamento limitado, chame como for
    Espírito de porco no chiqueiro do rancor
    Contra qualquer perverso é rajada de verso
    E a fé inabalável na justiça do universo

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    Amor não tem sinônimo
    Alma não tem gênero
    Poder não é virtude
    E a vida é sopro efêmero
    Chão, chão. Terra, terra
    O ser humano erra

    Pré-conceito e pós-verdade
    No gueto e no gold, a vida arde
    Liquida modernidade, encruzilhada
    Nem a máscara mais cara não mascara nada
    Onde filho chora e a mãe chora junto
    Aos 12 um moleque já cansou de ver defunto
    E de barriga vazia, não tem ideologia
    Nada a perder, nem por favor e nem bom-dia
    Quando você chora e não sai lágrima
    Quando você grita e não sai som
    Quando você vai e vira a página
    Constrói seu propósito, seu dom

    Amor não tem sinônimo
    Alma não tem gênero
    Poder não é virtude
    E a vida é sopro efêmero
    Chão, chão. Terra, terra
    O ser humano erra

    Información de la canción

    Composición: Danilo Cutrim, Vitor Isensee y Nicolas Cesar

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