Vai Que a Vida Quer Levar

Breculê

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A meninada da praça calou-se
Chorou saudades quem nunca sorriu
Com passos magros do portão
Vou meu coração
Teu colo guardo em versos
Junto ao violão

À Deus eu canto, encantos meus
Num sol de março canso
E abanco-me onde passo
Um outro amor nasceu

Tantas estradas correm vida e dentro
Vai gente e tempo, permanecerão
As altas noites do sertão
Vozes, oração ventos de adeuses
Sem aceno ou direção

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Quem fica, em parte, irá partir
Um laço feito, um rasgo
No fundo do peito
De quem prosseguir

E partindo atravessar
As secas do perdão
Violando o coração
Laçando o peito abriu
Talho no mar
Isca e seu par

E não Cabendo em sonho assume:
- Amor, meu sangue é teu.
Vazando sem moer
A dor aguou o perdão

Raios no breu
- Não vai sarar!
Morreu de amor
E seu vento ateu:
Sorriu, brotou colo outra vez
Um sopro e dormiu

A manhã nasce, a ilusão desfaz-se
Da veia escorre uma outra canção
Trovas no mar de arribação
Corre a embarcação
Lançada em labirintos
Beiça a solidão
Quietar num canto os passos meus
Quedo, mas quando penso
Ponho o pé no sonho
Permaneço adeus
Vai que a vida quer levar...

Información de la canción

Composición: Fábio Marques, Fabrício Rocha y Pedro Fonseca

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