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    Há um deserto imenso aqui plantado no meu peito
    Que floresce de vida quando nele pousa um beijo
    Que lhe limpa o lodo, que o alivia da tristeza
    Que carrego na cruz que me está destinada

    Há um deserto imenso aqui plantado no meu peito
    Que transpira e se cheira e que palpita e vocifera
    E me lembra da dor que sinto sempre que tu estás ausente
    Facultando uma sensação que me atormenta

    Este deserto...
    Este deserto é...
    O labirinto onde me perco
    (o labirinto onde me perco)
    Este deserto...
    Este deserto é...
    O labirinto onde me perco
    (o labirinto onde me perco)

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    Há um deserto imenso aqui plantado no meu peito
    Cuja areia me queima e me penetra fundo nos poros
    Solidificando o ar que se aprisiona dentro do meu corpo
    E me rasga na pele como se fosse um gancho

    Há um deserto imenso aqui plantado no meu peito
    Tão defunto que até um morto nele se sentiria vivo
    Latejando alegre o desbutado enredo que me circunda
    E me afasta da luz que procuro e anseio

    Este deserto...
    Este deserto é...
    O labirinto onde me perco
    (o labirinto onde me perco)
    Este deserto...
    Este deserto é...
    O labirinto onde me perco
    (o labirinto onde me perco)

    Información de la canción

    Composición: Carlos Matos

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