Espreita

Bruna Moraes

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    Eu que vivo das sobra das tuas garfadas
    Que vivo à soma das tuas mazelas
    Que vivo no escuro das tuas noitadas
    Eu ouço teu riso na mesa do bar

    Eu que vivo na pedra das tuas calçadas
    Que vivo no chão que tu pisa e passa
    Que vivo da tira das tuas sandálias
    Eu vejo as dobras do teu calcanhar

    Repouso a cabeça na cidade
    Sinto o corpo dormir
    Meu emprego é te seduzir
    Meu salário a tua piedade

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    Repouso a cabeça na cidade
    Sinto o corpo dormir
    Meu emprego é te seduzir
    Meu salário a tua piedade

    E eu
    Eu que vivo à margem do teu semelhante
    Que vivo no breu da tua confissão
    Que vivo à espreita, um mero figurante
    Eu vejo o teu dado rolar

    Repouso a cabeça na cidade
    Sinto o corpo dormir
    Meu emprego é te seduzir
    Meu salário a tua piedade

    Repouso a cabeça na cidade
    Sinto o corpo dormir
    Meu emprego é te seduzir
    Meu salário a tua piedade

    Repouso a cabeça na cidade
    Sinto o corpo dormir
    Meu emprego é te seduzir
    Meu salário a tua piedade

    Información de la canción

    Composición: Vinicius Castro y Paulo Monarco

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