Carta de Alforria

Bruna Volpi

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    Eu fui passar no lero-lero pra grelhar meu bife
    Encontrei a Marinete toda de agasalho
    Me chamou de mau caráter, cachorro, patife
    Disse que minha carta está fora do seu baralho

    Eu não sei qual o motivo dessa ignorância
    Já que cedo eu lhe mostrei todo o meu apreço
    Comprei carta de alforria da minha labança
    Num samba sincopado sem saber do preço

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    O, Marinete, esse seu tino cheio de rancores
    Um dia ainda vira em morte-matada
    Você caminha a noite semeando amores
    E colhe devaneios pela madrugada

    Por conta de um vacilo etilico-noturno
    E algum carmim vermelho na manga da mão
    Você declara guerra,por farda e coturno
    E sai mandando bala no meu coração

    O Marinete, deixa disso
    que eu esqueço o compromisso
    tomo um bom cha de sumiço
    e volto logo pra São João

    Información de la canción

    Composición: Fernando Entratice

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