A Mão do Tempo

Bruno

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    Na solidão do meu peito
    O meu coração reclama
    Por amar quem está distante
    E viver com quem não ama
    Eu sei que você também
    Da mesma sina se queixa
    Querendo viver comigo
    Mas o destino não deixa

    Que bom se a gente pudesse arrancar do pensamento
    E sepultar a saudade na noite do esquecimento
    Mas a sombra da lembrança é igual a sombra da gente
    Pelos caminhos da vida
    Ela está sempre presente

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    Vai lembrança e não me faça
    Querer um amor impossível
    Se o lembrar nos faz sofrer
    Esquecer é preferível
    Do que adianta querer bem
    Alguém que já foi embora
    É como amar uma estrela
    Que foge ao romper da aurora

    Arranque da nossa mente horas distantes vividas
    Longas estradas que um dia foram por nós percorridas
    Apague, com a mão do tempo, os nossos rastros deixados
    Como flores que secaram no chão do nosso passado

    Información de la canción

    Composición: Jose Fortuna y Tião Carreiro

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