Dei Conta

CAIM

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    Dei conta de alguns dos meus vários defeitos
    E agora confesso que sou mais humilde
    Mesmo altivando o meu ego amiúde
    Dei conta que o amor é nascido do peito
    E que mesmo cego respira direito
    Aguardando o dia de sua partida
    Dei conta que posso até ser numerado

    E que o objetivo do número dado
    Não me tira a nobreza de não ser repetido
    Dei conta que posso ainda rir um bocado
    E que as companhias deste mundo gozado
    Podem ser a negação do sentido de amigo
    Dei conta que antes de ser conhecido
    Eu nunca fui mesmo a maior novidade
    Meu código de barra já nasceu vencido
    E as coisas vencidas não têm validade
    Somos todos piratas invadindo a cidade

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    Tende piedade, senhor do bonfim!
    Me faz ter juízo nas horas de mim
    Já me conheço errado o bastante
    Não sou como antes, bonzinho e ruim
    Que posso eu arguir, entretanto
    Se a cada segundo me perco um pouquim?
    Meu riso tímido agora tem pranto
    Meu choro noturno tem manto e tem fim

    Dei conta que mesmo que elogiado
    Também dou motivos para ser odiado
    Os lábios não dizem, não sentem, não veem.
    Dei conta que sou obrigado a abster
    Deixar de pensar em todas as contas
    E seguir a vida sem razão de ser
    Dei conta que sou por vezes arquiteto

    E que minhas plantas vão sempre dar certo
    Quando o fracasso não quiser vencer
    Dei conta que eu não sou dono dos sonhos
    Por quais passo dias inteiros pensando
    No dia em que o tempo vai me socorrer
    Dei conta que as coisas piores do mundo
    Estão mais em mim do que vejo em você

    Información de la canción

    Composición: Marcus Marinho y Achiles Neto

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