Punhos de Aço

Caio César e Diego

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    Minha espora é banhada a ouro
    Meu cinto de fivela texana
    As minhas botas são de puro couro
    O dorso do animal é minha cama

    A força dos meus braços vem da terra
    Na arena é que faço minha vida
    O cristo na corrente em meu pescoço
    E no chapéu Senhora Aparecida

    Da arquibancada ouço o grito da galera
    Que torcendo contra a fera me faz ser um vencedor
    E alguém que conta os segundos e cruza os dedos
    Chora e pede em segredo: "Deus, proteja me amor!"

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    Eu conheço as manhas do cavalo
    E do boi conheço a traição
    Por mais que seja forte não me rendo
    Meus punhos não me deixam ir pro chão

    Os olhos do juiz me apavora
    E os dela me conforta o caração
    No lombo do destino eu faço história
    Nessa hitória vida de peão

    Da arquibancada ouço o grito da galera
    Que torcendo contra a fera me faz ser um vencedor
    E alguém que conta os segundos e cruza os dedos
    Chora e pede em segredo: "Deus, proteja me amor!"

    Da arquibancada ouço o grito da galera
    Que torcendo contra a fera me faz ser um vencedor
    E alguém que conta os segundos e cruza os dedos
    Chora e pede em segredo: "Deus, proteja me amor!"

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