Blues do Cidadão Comum

Cajuína Rock Blues

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    Ronco de motores
    Ladrões e trabalhadores
    Horrores matinais

    Do outro lado da cidade
    Nenhuma novidade
    Manchete nos jornais

    Durante a noite, performance artística
    De dia a arte de ser estatística
    Tentando ser feliz sem motivo algum
    Sou um cidadão comum

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    Chego no horário
    Cumpro ordem no trabalho
    Burocracia, obrigação

    Descolo minha grana
    Passo o resto da semana
    Com o peito em contramão

    E quando chega o fim da semana
    Eu curo o tédio da minha vida suburbana
    Uma companhia, porta fechada, apago a luz
    E faço amor ao som do blues

    Do outro lado da ponte
    Do outro da rua
    Do outro lado da sorte
    Dentro de um copo vazio
    Dentro de um peito imbecil
    Não há ninguém que suporte
    Manter a pose pra não ser mais um
    Sou um cidadão comum

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