Histórias Na Areia

Cameron Carson

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    Amei demais e recebi apenas sexo em devolução
    O amor que eu quis pra nós dois ficou apenas num colchão
    Escrevi histórias na areia da praia
    Mas a maré levou, como leva tudo que desmaia

    Te dei o mundo em papel de bala, com cheiro de cigarro e vinho
    E você sorriu torto, dizendo que o amor é só um espinho
    Fingi que entendia, mas fiquei cego no farol da ilusão
    E dancei com teus fantasmas até perder o chão

    Te procurei nas cartas que nunca enviei
    Nas promessas que fiz quando eu mesmo já duvidei
    Teu nome virou vício, tatuado em silêncio
    E eu, tolo, acreditando no amor suspenso

    Hoje brindo ao vazio com goles de ironia
    Rindo do drama que eu mesmo escrevia
    Teu retrato desbota, mas ainda me olha
    Como se a culpa fosse só minha e talvez seja, agora

    Mas quem ama sem retorno vira música de bar
    Um grito engasgado querendo voltar
    Eu fui o verso que o tempo apagou
    Um beija-flor cansado que não voou
    E se a vida for palco, eu já fiz meu papel
    Deixei sangue, suor e sal no céu

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    No espelho vejo ecos do que não foi meu
    Sorrisos roubados, promessas que ninguém leu
    Aprendi a dançar sozinho na chuva, sem perdão
    Com passos de quem ama demais e guarda solidão

    O tempo levou teu rosto e me deixou a canção
    Um refrão de adeus, marcado na palma da mão
    E se um dia teu olhar voltar pra me achar
    Vai encontrar só lembranças que eu não quis apagar

    As luzes se apagam, e eu fico só com a memória
    Guardando teus risos, tua dor e nossa história
    O palco vazio ecoa meu canto de despedida
    Um grito engasgado que ainda respira vida

    E sigo andando, entre a saudade e o querer
    Com a alma marcada pelo que não pude ter
    O vento leva teus rastros, mas deixa meu refrão
    Como última entrega do meu coração

    Mas quem ama sem retorno vira música de bar
    Um grito engasgado querendo voltar
    Eu fui o verso que o tempo apagou
    Um beija-flor cansado que não voou
    E se a vida for palco, eu já fiz meu papel
    Deixei sangue, suor e sal no céu

    E a noite cai pesada sobre meu quarto em silêncio
    Cada sombra me lembra teu riso e teu desprezo
    Fico só com meus fantasmas, ecoando meu coração
    Amor que não voltou, só restou solidão

    As paredes guardam tudo que eu não disse
    E a Lua testemunha as promessas que se desfez
    No fim, caminho sozinho, sem ninguém na mão
    Atravessando o mundo inteiro, carregando uma ilusão

    O vento levou meu nome, mas não levou teu perfume
    As ondas voltaram pra praia, trazendo o que restou do ciúme

    O Sol se escondeu e eu já não sei te procurar
    Sombras no chão me lembram do que não vai voltar
    O vento sussurra teu nome e some na imensidão
    E eu fico aqui, preso entre o amor e a solidão

    Información de la canción

    Composición: Matheus Augusto Da Silva Santos

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