Num Velho Baú Sem Chave

Caminhos de Si

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    Na bussula enferrujada
    de um navegante sem nave
    A vida ficou trancada num velho baú sem chave

    Há um navio prisioneiro
    No porto de uma garrafa
    E um relógio onde o tempo à muito tempo não passa
    E um relógio onde o tempo à muito tempo não passa

    Uma âncora na parede
    De um marinheiro sem mar
    Parece morrer de sede
    Não encontra ali seu lugar

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    Um pergaminho entreaberto Deixa antever-se um poema
    Quem saberá o misterio
    Da mao que empunhou a pena
    Quem saberá o misterio da mao, da mao, da mao que empunhou a pena

    Restou somente um fantasma Que à noite folheia livros
    E demanhã se disfarça
    Por que tem medo dos vivos
    Que as vezes só se rebela
    E se nega a aceitar o adeus

    Prendendo lumes e velas
    Sonhando que não morreu
    Prendendo lumes e velas
    Sonhando que não morreu

    Información de la canción

    Composición: Paulo Timm, Martin Cesar y Hélio Ramirez

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