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    Os raios iluminam as margens do lago
    Ao longe os trovões ecoam
    E no meio das águas, a náu sinistra
    dos homens que aprisionam os parintintin
    São cruéis, cariús, brancos tapuitins
    São cruéis, cariús, brancos tapuitins

    Os sons das guerras se ouvem
    nas correntes que trazem a morte
    na coragem dos bravos guerreiros
    que mesmo cativos prisioneiros
    nao se dobram, nem se entregam à sorte

    As tempestades e as águas revoltas
    As mãos que sobem aos céus
    as mãos que pedem proteção de Ipayé

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    No ar, as nuvens soltas
    e os raios que riscam a escuridão
    Ouvem o grito do grande pajé
    (Uruá, Uruá, Uruápiara)
    (Uruá, Uruá, Uruápiara)

    Uruá, Uruá, Uruápiara
    Tauá, Pixuna, Tauá
    Uruá, Uruá, Uruápiara
    Tauá, Pixuna, Tauá

    No meio do lago, o vento anuncia a fera
    E das águas do Ipixuna
    vem o grande Uruá
    Uruá Peara
    Ente protetor, naufraga embarcação
    Para os cativos, a vida a libertação
    Uruá Peara
    Aos invasores, a noite, o horror
    Uruá Peara
    O frio das águas, a morte e a destruição

    Información de la canción

    Composición: Silvio Camaleão, Neil Armstrong y Hugo Levy

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