Harpa Desafinada

Caramuru

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    Nas cordas, já frouxas
    E débeis dest'harpa
    Por vezes intento
    Cantar-te a beleza
    Mas, tudo é debalde
    Que o peito me farpa
    Pungente acicate de
    Acerba tristeza!

    Se magos prelúdios
    Meu anjo, eu desfiro
    Que, meigos, se casem
    Com trovas de amor
    Dizendo o teu nome
    Desprendo um suspiro!
    Descaio em soluços
    Na clave da dor!

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    Pois, como tu queres
    Que eu cante de amores
    Pairando nos céus
    Em que, alegre, te libras
    Se a mais acerada
    De todas as dores
    Do peito doroso
    Lacera-me as fibras?

    Tu choras se escutas
    Uns cantos vibrantes!
    Que os bardos felizes
    Só podem ferir!
    Mas, ficamos magoados
    Funéreos descantes
    Do bardo inditoso
    Não queres ouvir!

    Mas, se inda desejas
    Ouvir-me, ditoso
    Nos dúbios conventos
    Blandícias cantar
    Concede-me, ao menos
    Um riso enganoso
    Talvez, eu consiga
    Minh'arpa afinar!

    Información de la canción

    Composición: Caramuru

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