Violões Em Funeral

Carlos Alberto

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    Vila Isabel veste luto,
    Pelas esquinas escuto,
    Violões em funeral
    Choram bordões, choram primas,
    Soluçam todas as rimas,
    Numa saudade imortal
    Entre as nuvens escondida,
    Como de crepe vestida,
    A lua fica a chorar
    E o pranto que a lua chora,
    Goteja, goteja agora,
    Nos oitis do boulevard

    Adeus cigarra vadia,
    Que mesmo em tua agonia,
    Cantavas para morrer
    Tu viverás na saudade,
    Da tua grande cidade,
    Que não te há de esquecer
    Adeus poeta do povo,
    Que ressuscitas de novo,
    Quando na morte descambas
    Sinhô, de pele mais clara,
    No qual o senhor encarnara,
    A alma sonora dos sambas

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    Meu violão chora tanto,
    Soluços e muito pranto,
    Sobre o caixão de Noel
    Estácio, Matriz, Salgueiro,
    Todo o Rio de Janeiro,
    Consola Vila Isabel.

    Información de la canción

    Composición: Silvio Caldas y Sebastião Fonseca

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