Não Se Morre de Saudade
Carlos do Carmo
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Não se morre de saudade
De saudade eu não morri
Nem morro nesta ansiedade
De viver, morrendo em ti
Não sou a flor que tu beijas
Nem o Deus das tuas preces
Não serei o que desejas
Mas sou mais do que mereces
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Sou pausa no teu recreio
Sou o brinquedo quebrado
És um livro que não leio
Porque está sempre fechado
No banco verde da esperança
Estou sentado á tua espera
Continuo a ser criança
No meu jardim de quimera
Traz a bola e vem brincar
Traz o arco e vem correr
Traz a corda e vem saltar
Meu amor, pra eu te ver