Boneca de Pano
Carlos Galhardo
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Boneca de pano
Gingando, num cabaré
Poderia ser bonequinha de louça
Tão moça
Mas não é
Um dia alguém a chamou de boneca
E ela sendo mulher acreditou
O tempo foi se passando
E ela se desmanchando
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Hoje quem olha pra ela não diz quem é
Em vez de boneca de louça
Hoje é boneca de pano
Em um sombrio cabaré