Cidade Sem Lei

Carlos Sangabe

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    De noite a cidade dorme
    O sono dos homens de bem
    Enquanto os meninos correm
    Na louca do vai e vem
    Trazendo na cinta coragem e respeito
    O amor tatuado na perna, braço e no peito
    Os olhos da cor do sangue que rola no gueto
    Os meninos vão

    De oito , dezoito, de doze
    Dez, de trinta e oito

    E quando os meninos somem
    Na cidadela sem rei
    Apavorando os homens
    No grito fazendo a lei
    Trazendo em segredo
    Bobagem e brinquedo
    Zuando na rua quem passa
    Metendo o dedo
    Fazendo maluca desgraça
    Espalhando medo
    Os meninos vão

    De oito , dezoito, de doze
    Dez, de trinta e oito

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    Galileu já nasceu
    Nunca viu escola
    Com a vida aprendeu
    Que o mundo rola
    Pra um dia amanhecer
    Fundo de sacola
    Pra correr Deus lhe deu
    Pé com dura sola
    Pra fugir da prisão
    Que nunca demora
    Pra morrer muita fé
    Quando for a hora

    Pira peão, vira avião
    Revira no chão, outros virão

    Quando um pé acerta a bola
    Transforma o menino em Deus
    Desfile em carrão, cartola
    No mundo que agora é o seu
    Trazendo no peito
    Medalha sem jeito
    O rosto estampado
    Em jornal, TV, satisfeito
    Enquanto a batalha
    Prossegue dura no gueto
    Os meninos vão

    De oito , dezoito, de doze
    Dez, de trinta e oito

    Galileu já nasceu
    Nunca viu escola
    Com a vida aprendeu
    Que o mundo rola
    Pra um dia amanhecer
    Fundo de sacola
    Pra correr Deus lhe deu
    Pé com dura sola
    Pra fugir da prisão
    Que nunca demora
    Pra morrer muita fé
    Quando for a hora

    Pira peão, vira avião
    Revira no chão, outros virão

    Información de la canción

    Composición: Carlos Sangab

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