Em A Em A Em Pois é Vago, vogo e vou Pois é, vago, vogo e vouB A Por passagens estreitas mal iluminadas cá com meus botõesEm F# B Em Nem no sertão, em noite breu é escuro assimA E A Em Pois é vago vogo e vou Pois é, vago, vogo e vouB A Em Depois de cada passo Trago no peito as marcas dos nós das cordasB A Em Que seguravam o navio, que partiu de mar afora, bem no mei da noiteB A Olho as tiras de carnes dos corações penduradasEm Em árvores calcinadas (e o navi de mar afora)B A Em Mais um trago e sigo o rumo, pois é, vago vogo e vouF# A Em É madrugada, hora incerta, mas é madrugadaA Inda vou morar sozinho onde as crianças brincam e colhem, flores deEm AboninasF# A Paro aprumo o passo e vou com medo de ser tingido de incarnadoEm Pelas costasF# A Em Por entre uns que gritam mãos ao alto: COM VOZES FARDADASA Sigo entre carcaças de canhões e cheiro o acridoce dos corposEm QueimadosF# A Em Como se fosse borrachas retorcidasA Fica abaixo das linha dos olhos um pirão de cinzas poeira pólvora eEm Lágrimas durasA Tamarina morena gostosa vou com as marcas dos nós das cordas noEm PeitoB A Em Aperto o passo e sigo pois É: Vago vogo e vou
Vago, Vogo e Vou
Carlos Silva
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