Severino Guede

Carrapeta

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    Severino que era pacato mudou
    Severino mostrou que era homem e brigou

    No forró de Neuza na fazenda do riacho
    Nesse dia mano a casa quase veio abaixo
    Severino Guede de faca na mão
    Deu murro, deu bofetada, brigou como cão
    Pois é que Severino se aborrecia
    Quando alguém dizia com malcriação
    Homem pequeno não da pra parada
    Homem pequeno é arremedo
    É tapeação

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    Severino Guede era um baixote
    Pequenino que nem bode daquele que vendem mé
    Mulato atarracado mais cheio de atitude
    Um bocado rude amargou-se que nem pé
    Não é que Zé buchudo cheio de cachaça
    Fez com ele uma graça no meio do salão
    E disse
    Homem pequeno é banco de fazer cesta
    É toco de amarrar besta
    E não resolve não

    Essa é a historia de Severino Guede
    Filho de neprachete da fazenda chorador
    Mulato tem direito de não viver de arrelia
    Tinha a fala mansinha e não era gozador
    Mais coração de homem é terra que ninguém vai
    Um dia a casa cai, cai mesmo sim senhor
    E o Severino que era pacato
    Pisaram no seu sapato e o pau cantou

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