De Cabo e Soiteira

Cassiano mendes

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    Bamo pra labuta, desperta campeiro
    Enquanto o clarineio solfeja a alvorada
    Que o sol veraneiro já saltou cedito
    E vem vindo ao tranquito subindo a canhada

    Fogueando a melena (com tons de aquarela)
    Pra pintar a tela do quadro boreal
    Madrugou sorrindo e vem cheio de gana
    Pra tirar da cama os hôme do recal

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    Ainda com a lua espetada na quincha
    O pingo relincha escarvando a cocheira
    E o campeiro salta no canto do galo
    Pra gastar cavalo no sul da fronteira

    Levanta campeiro! Pra secar as tambeiras
    Que tão na porteira com os ubre de arrasto
    Desperta Índio Taura! Que a lida te chama
    E os comedor de grama tão pedindo basto

    Só não facilita que o dia te aperta
    Porque a sorte é incerta, e a vida é traiçoeira
    Enjeita o teu ninho, prepara um bom mate
    E vamo dá combate de cabo e soiteira

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    Composition: Francisco Luzardo

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