Fui buscar o boi de carro que estava na prisão
Para levar pro matador, a mando do meu patrão
Quando eu atirei o laço, o boi de carro falou
O que ele me contou, foi de corta coração
E disse assim Portador, triste destino é o meu
Eu não sei por qual motivo meu dono me vendeu
Ajudei a tanta gente, fui escravo do roçado
Depois de velho e cansado, ninguém me agradeceu
Depois de velho e cansado, ninguém me agradeceu
Ao lado do boi de vapor, o meu primeiro passeio
Carregava o carro cheio, fazendo gosto ao carreiro
Quando passava o riacho, me ajoelhava no barro
Ou desatolava o carro, ou quebrava o carro ao meio
Ou desatolava o carro, ou quebrava o carro ao meio
Quem trabalhava comigo, batia por desaforo
Cortava meu corpo inteiro com o chicote de couro
Em vez de me libertar para morrer no cercado
Meu sangue vai ser jorrado nas tábuas do matadouro
Meu sangue vai ser jorrado nas tábuas do matadouro