A Boa Vista do Peão de Tropa

César Oliveira

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    Nos rincões da minha querência arrabaleira conforme a vontade
    Me serve um mate pampa minha nesta vidinha que me destes
    Antes que embeste a novilhada pra o mundo alheio das porteiras
    Saúdo a poeira destas crinas que me arrocinam sujeitando

    E da garupa do cavalo faço um regalo à ventania
    Que na poesia destas léguas tomo por rédeas e conselhos
    Chamo no freio a coisa braba, o tempo é feio, mas que importa
    Quando se engorda na invernada não falta nada, pra quem baba
    De focinho levantado e mais curioso

    A fim de ir pra estância do passo
    Na direção de casa costeando o arvoredo
    O meu desespero porfia co´a tropa
    Fazendo o que gosta ao sul de mim mesmo

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    E todo bem que havia maneado ao destino
    Divide caminho co´a rês que amadrinha
    O rio que eu não via mimando de sede
    A minha saudade

    Na função dos meus afazeres rememorados conforme a manada
    Vou ressabiando afeito a fadiga às horas mingas de sossego
    Talves melhore durante a sesteada sou por demais igual à campanha
    Tamanha a alma de horizontes ali defronte os cinamomos

    Já não habita a teimosia atropelando o meu rodeio
    Quando me agüento no forcejo pra erguer no laço os caídos
    Não me lastimo nem receio, vou pelo meio do sinuelo
    Tocando mansos os mais ariscos só pelo vício de por quartos
    Cuidar do gado rondando o baio que amanunseio!

    Información de la canción

    Composición: Mauro Moraes

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