Ao Presentear Um Cavalo

César Oliveira

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    Tem estrelas nas retinas, e o pêlo da cor da aurora
    Nas crinas fachos de luz, não precisa mango, espora
    Com a paz das aves do campo, tranqueando sobre o milhal
    Reflete a cara no açude, por sobre o sol da manhã

    Traz a prece num bufido, bate a pata, escarva o chão
    Como quem busca uma veia, na aguada do coração

    Dom Libanho, passa as garras, alça a perna no gateado
    Que uma saudade maleva, já me leva engarupado
    Dom Libanho, passa as garras, alça a perna no gateado
    Que uma saudade maleva, já me leva engarupado

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    Ao presentear um cavalo, a alma inteira se embala
    São carinhos num regalo, que abanam lenços e palas
    Me falará mais o frio, que a boeira iluminada
    Ao ver o cocho vazio, e a cocheira abandonada

    Dom Libanho, passa as garras, alça a perna no gateado
    Que uma saudade maleva, já me leva engarupado
    Dom Libanho, passa as garras, alça a perna no gateado
    Que uma saudade maleva, já me leva engarupado

    Se a Ritita me contou, teus cuidados pra salvá-lo
    Retumba um eco de pampa, das patas deste cavalo
    No silêncio do potreiro, tem olhar entristecido
    Qual sorçal nas taquareiras, campeando um canto no olvido

    Dom Libanho, passa as garras, alça a perna no gateado
    Que uma saudade maleva, já me leva engarupado
    Dom Libanho, passa as garras, alça a perna no gateado
    Que uma saudade maleva, já me leva engarupado

    Song details

    Composition: Jose Eroni Dos Santos

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