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    (Milongão)

    A saudade parceira é potranca arisca
    É cheia de manha esparra o chergão
    E quando se pensa que tá bem montado
    Ela corcoveia e nos larga no chão

    Saudade aragana ventania em mim
    É um frio de junho batendo no peito
    São os olhos da gente estourando um rio
    Carrego de mágoas saindo do leito

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    Saudade menina com cheiro agreste
    Tem gosto de mate pelas madrugadas
    É o canto triste de algum urutau
    Que por certo anda chorando pela amada

    Saudade é espora cortando por dentro
    E machuca quando o coração se acalma
    A gente se encolhe e procura uma luz
    Claridade na escuridão da alma

    Saudade são as cordas vivas da guitarra
    Tangentes nos dedos do milongueiro
    É o Uruguai nos versos do poeta
    E na garganta de um missioneiro

    Saudade é cisma de um viver provinciano
    Sentimento dia-a-dia mais presente
    E por mais que se tente esquecê-la
    Ela procura morada na vida da gente

    A saudade parceiro só sente quem tem
    Um aperto no peito ante o adeus
    Uma vontade enorme de pegar a estrada
    E um coração grande onde abriga os seus

    Información de la canción

    Composición: Cesar Oliveira y Roberto Huerta

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