Milonga de Todo Laço

César Oliveira

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    Minha milonga foi parida nos grotões
    É de erva buena, sorvida com gosto
    Traz o calor de um janeiro que abrasa
    E vez por outra as invernias de agosto
    Tem a ternura de uma mãe que deu a luz
    E por vez primeira beija a cria no rosto

    Minha milonga é sempre de todo laço
    Armada grande para cantar a fronteira
    Berro de touro num pelado de rodeio
    Bufo de potro encerrado na mangueira
    Traz ânsias de um guarani boleador
    Correndo atrás da cavalhada matreira

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    Minha milonga trás o Rio Grande nos tentos
    E como é lindo quando começo a cantá-lo
    A alma calça esporas pra mais uma recolhida
    Campeira lida que Deus me deu como um regalo
    Ruflando lenço morando dentro do poncho
    Que vai aberto sobre a anca do cavalo

    Minha milonga trás o sangue da indiada
    Que nos deixou essa pátria de herança
    E na peleia demarcou estas fronteiras
    Com boleadeiras e a ponta de lanças
    Viveram tempestades nos lombos dos ventenas
    Pra nos deixar hoje uma brisa mansa

    Minha milonga bate cascos nas estradas
    É flor d'água que vive no parronal
    Santa fé quinchando um rancho de barro
    Vento forte que adelgaça o chircal
    É palanque cravado em frente ao galpão
    Marcado a dente das mordidas de um bagual

    Información de la canción

    Composición: Cesar Oliveira y Roberto Huerta

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