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    O abismo quando se encara, diz um velho conselheiro
    Devolve à própria mirada, seria o abismo um espelho?
    Ah, se eu fosse um poço e a Lua dançasse em meu seio

    Dizem que em nossa cabeça, a salvo de nós mesmos
    Guardam segredos alheios, você também ouviu essa
    Ah, se eu soubesse ler tudo que o corpo confessa

    Sei que sobre o meu ombro, atento ao menor engano
    Paira quieto um olho, a quem pertences, maldito?
    Ah, se eu fosse ligeiro feito a visão do infinito

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    Sei que eu sou feito de carne, que carne é memória
    Que um dia esvanece, eu sei, ou ao menos eu creio
    Ah, se eu fosse um poço e a Lua dançasse em meu seio

    Sei que sobre o meu ombro, atento ao menor engano
    Paira quieto um olho, a quem pertences, maldito?
    Ah, se eu fosse ligeiro, feito a visão do infinito
    Mas não

    Sei que eu sou feito de carne e que carne é memória
    Que um dia esvanece, eu sei, ou ao menos eu creio
    Ah, se eu fosse um poço e a Lua dançasse em meu seio

    Song details

    Composition: Artur Lana Guzzo and Mateus Lana Guzzo

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