Parabelo da Existência

Chico Chico

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    Desde que a cigana resolveu o meu passado
    Leu a minha mão, na minha palma, a letra m
    Quase eu não enfrento mais as filas do mercado
    Já não ecoa em mim as buzinas e as sirenes

    De automóveis habitados, apressados a procura de ondas verdes
    Marés vermelhas, ondas verdes
    Marés vermelhas, ondas verdes

    Vejo naufragar o parabelo da existência
    Mesmo calejando os pés descalços nos corais
    Despertar aflito ora morto e ora vivo
    Lágrima pedestre, o verso teso no olhar

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    Mendigando rosas no asfalto
    Mercador de sonhos ancestrais
    Pé na encruzilhada, os passos tortos pelo cais

    Rezas de metal eu não sei rezar
    Sob o viaduto na beira-mar
    Dutos de concreto a me percorrer
    Mapas da insensatez a me decifrar

    Rezas de metal eu não sei rezar
    Sob o viaduto na beira-mar
    Dutos de concreto a me percorrer
    Mapas da sensatez a me decifrar

    Rezas de metal eu não sei rezar
    Sob o viaduto na beira-mar
    Dutos de concreto a me percorrer
    Mapas das sensatez a me decifrar

    Desde que a cigana resolveu o meu passado

    Song details

    Composition: Chico Chico, Helder Quiroga, and Oscar Vasconcelos

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