Das Velhas Casas

Chico Saratt

    Continues after the ad

    Na casa velha que o progresso ameaça
    Restam os vultos de meus dias ternos
    Meu rosto jovem dorme na vidraça
    Nas noites vastas desses meus invernos

    No poço fundo que guardei as sedes
    Vi tardes mornas a pedir janelas
    Fiquei aos poucos dentre estas paredes
    Por minha sombra que timbrou-se nelas

    Na casa velha que o progresso ameaça
    Restam os vultos de meus dias ternos
    Meu rosto jovem dorme na vidraça
    Nas noites vastas desses meus invernos

    No poço fundo que guardei as sedes
    Vi tardes mornas a pedir janelas
    Fiquei aos poucos dentre estas paredes
    Por minha sombra que timbrou-se nelas

    Continues after the ad

    A solidão é que entristece a casa
    Vai-se a mobília procurando preço
    Os homens partem como quem tem asas
    E mesmo as cartas mudam de endereço

    A solidão é que entristece a casa
    Vai-se a mobília procurando preço
    Os homens partem como quem tem asas
    E mesmo as cartas mudam de endereço

    As altas portas
    A soprar os ventos
    Nessas lembranças
    Que a saudade abrasa
    Fazem pensar
    Em tantos sentimentos
    Que são humanas
    Essas velhas casas

    A solidão é que entristece a casa
    Vai-se a mobília procurando preço
    Os homens partem como quem tem asas
    E mesmo as cartas mudam de endereço

    A solidão é que entristece a casa
    Vai-se a mobília procurando preço
    Os homens partem como quem tem asas
    E mesmo as cartas mudam de endereço

    As altas portas
    A soprar os ventos
    Nessas lembranças
    Que a saudade abrasa
    Fazem pensar
    Em tantos sentimentos
    Que são humanas
    Essas velhas casas

    Que são humanas
    Essas velhas casas

    Song details

    Composition: Chico Saratt and Rodrigo Bauer

    Did you see an error?

    Enviar revisão