Sítio Taquari
Cido Alves e Santino
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Tono:
A Quando eu era pequeno morava naE roça, numa palhoça feita de sapé Acordava bem cedo, bem de madrugadaA ouvindo a passarada e o meu galizé Na cozinha do rancho a mamãe acendia, o fogão de lenha pra fazerD caféA Quando a água fervia naE caçarolinha, todos lá de casa jáA estava de péA Depois do café nóis ia pra roça com a enxada nas costa paraE trabalhar No caminho nóis o sol nem bem nascia, na mata se ouvia cantar oA sabia Chegando na roça, na invernada, naD foice ou na enxada o mato desciaContinúa después del anuncioQuando dava dez horas, nós iaA E parando, mamãe ia chegando e oA almoço traziaA Que almoço gostoso a mamãe preparava, pra nóis não faltava aE carne do leitão Franguinho na panela com cambuquira,A taioba afogada com arroz e feijão A vida era dura mais tinha fartura,D na mesa de casa não faltava o pão De tarde lá em casa, quando nóisA E chegava, juntava a família e faziaA reuniãoA O papai proseava, contava histórias, do tempo de glórias queE já se passou Ele as vezes chorava, quando se lembrava, a saudade dos pais, daA vovô e do vovô Ali nós rezava, sorria e cantava,D com violão sanfona pandeiro e agogô Um cantava em primeira, outro emA E segunda, fazia dueto os irmãosA cantadôA No domingo era dia de folga, nóisE ia pro rio pra pescar lambari Nóis pescava o dia inteiro nas águasA limpinhas do rio Tibagi Quando a tarde ia indo embora noD mato se ouvia cantar a JurutiA Hoje eu morro aqui na cidade, mas éE A grande a saudade do Sitio Taquarí